Valencia, 2002: a liga depois de duas finais perdidas
O time de Benítez ganhou a La Liga, o primeiro título espanhol do clube em mais de trinta anos. As duas finais de Champions anteriores eram outro técnico e, na função criativa, outro time.
As finais que esta ficha não jogou
O Valencia chegou à final da Champions em 2000 e perdeu para o Real Madrid. Chegou de novo em 2001 e perdeu para o Bayern de Munique nos pênaltis. Essas noites ameaçavam fixar a geração como um time que conseguia chegar e não conseguia ganhar. Héctor Cúper era o técnico. Gaizka Mendieta era o meio-campista em torno do qual as duas finais foram montadas, e saiu para a Lazio antes desta ficha. Rafael Benítez assumiu e ganhou a La Liga em 2001-02, o primeiro título espanhol do clube em mais de trinta anos. A entrada do draft é essa correção, não uma terceira cópia das finais.
Reis da Bola não arquiva a temporada como 'o Valencia na Europa' no sentido vago. Os jogadores que levantaram a liga são um onze específico. Santiago Cañizares estava no gol. Jocelyn Angloma e Amedeo Carboni eram os laterais. Roberto Ayala e Carlos Marchena eram os zagueiros. Rubén Baraja e David Albelda seguravam o meio. Pablo Aimar jogava à frente deles. Kily González e Vicente abriam. John Carew fazia o ataque. Mendieta não está entre eles. Quem pega esta ficha não está pegando a disputa de pênaltis em Milão nem a final contra o Madrid.
Uma liga ganha por outra ideia
O Valencia de Benítez era organizado, direto e difícil de atravessar. O título não foi um sufoco na última rodada. Foi garantido com jogos de folga, e isso importa porque as duas temporadas anteriores tinham sido definidas por noites que foram até o último chute. Baraja e Vicente davam os gols e a chegada, do meio e da ponta. Aimar era o passador que a ausência de Mendieta exigia. Ayala e Marchena eram o centro de uma defesa que tratava não sofrer gol como o jeito de ganhar uma liga, um trabalho diferente de caçar uma final europeia. Cañizares era o goleiro dessa ideia.
A liga foi a reparação que as duas finais não tinham dado. Também foi o começo da reputação de Benítez. Ele ganhou outra liga com o Valencia duas temporadas depois, e a Copa da UEFA, e então foi para o Liverpool, onde a ficha de 2005 vive em outro guia. O Valencia de 2002 é a primeira prova, não a prova de Liverpool. Carew é o centroavante. Albelda é o volante. Carboni, perto do fim de uma carreira longa no clube, ainda está no onze. Nenhum desses nomes é a história de Istambul.
Por que um campeão de liga entra neste draft
Um elenco entra neste jogo porque a temporada é um argumento de verdade, não porque toda ficha precise ser de um campeão europeu. O argumento do Valencia é o que as duas finais perdidas criaram e a liga respondeu. A geração tinha chegado perto o bastante, duas vezes, para que um título doméstico não fosse prêmio de consolação. Era o que impedia a história de terminar nos pênaltis. A ficha é útil num draft exatamente porque não é mais um finalista dos mesmos dois anos. É o time que Benítez montou depois que Mendieta tinha ido embora.
Lida contra as finais, as distinções são a escolha. O Valencia de Cúper conseguia chegar à última noite e perdê-la. O de Benítez conseguia ganhar uma liga com uma defesa e um meio que não precisavam do jogador que tinha saído. Ayala, Baraja, Albelda, Aimar, Vicente, Carew: esse é o onze. As noites de Champions de 2000 e 2001 explicam por que o título importava. Não são a escalação. Escale a temporada que você quer dizer.
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